domingo, 1 de agosto de 2010

I'm your man...

Há 69 dias dos meus 40, uma música tomou conta do meu dia...
Será que foi a música? Quem mandou a música? A letra? Será que foi o Michael Bublé? Ou seria o próprio Leonard Cohen?
Ou talvez, o instigante 69?? Hoje não sei mais nada...
Só sei que ouvi, adorei, cantei, ouvi de novo e de novo... Mandei pra algumas pessoas escolhidas a dedo. E agora resolvi postar aqui no Crise dos 40. Porque essa musica é pura crise, é pura vontade, sensualidade...

Colocar no último volume e sair cantando não é nada mal, experiência própria...

Me encontro nela.


I' m Your Man

If you want a lover
I'll do anything you ask me to
And if you want another kind of love
I'll wear a mask for you
If you want a partner
Take my hand
Or if you want to strike me down in anger
Here I stand
I'm your man

If you want a boxer
I will step into the ring for you
And if you want a doctor
I'll examine every inch of you
If you want a driver
Climb inside
Or if you want to take me for a ride
You know you can
I'm your man

Ah, the moon's too bright
The chain's too tight
The beast won't go to sleep
I've been running through these promises to you
That I made and I could not keep
Ah but a man never got a woman back
Not by begging on his knees
Or I'd crawl to you baby
And I'd fall at your feet
And I'd howl at your beauty
Like a dog in heat
And I'd claw at your heart
And I'd tear at your sheet
I'd say please, please
I'm your man

And if you've got to sleep
A moment on the road
I will steer for you
And if you want to work the street alone
I'll disappear for you
If you want a father for your child
Or only want to walk with me a while
Across the sand
I'm your man

If you want a lover
I'll do anything that you ask me to
And if you want another kind of love
I'll wear a mask for you

Sou Seu Homem

Se você quiser um amante
Eu farei tudo o que me pedir
E se quiser outro tipo de amor
Eu usarei uma máscara por você
Se quiser um parceiro,
toma a minha mão
ou se quiser me derrubar, de raiva
Aqui estou eu
Eu sou o teu homem

Se quiser um pugilista
Eu entrarei no ringue por você
E se quiser um médico
Eu examinarei cada centímetro de você
Se quiser um motorista,
entra
Ou se quiser me levar a dar um passeio
você sabe que pode
Eu sou o teu homem

Oh, a lua brilha demais
A corrente está apertada demais
A besta não vai adormecer
Tenho recordado essas promessas
Que fiz e não pude cumprir
Mas um homem nunca recuperou uma mulher
Por pedir de joelhos
Ou eu rastejaria para você, querida
E cairia aos teus pés
E uivaria à tua beleza
como uma cadela no cio
E agarrar-me-ia ao teu coração
E choraria nos teus lençóis
Diria por favor, por favor
Eu sou o teu homem

E se tiver que dormir,
por instantes, na estrada
Eu conduzirei por você
E se quiser andar na rua, sozinha
Eu desaparecerei por você
Se quiser um pai para a tua criança
Ou apenas caminhar um pouco comigo
Pela areia
Eu sou o teu homem

Se quiser um amante
Eu farei tudo o que me pedir
E se quiser outro tipo de amor
Eu usarei uma máscara por você

terça-feira, 20 de julho de 2010

Vínculos

Vínculos só o tempo traz.

Isso é o lado bom da idade. Os 40 chegam em alto e bom tom trazendo as pessoas que me inventaram, me fizeram profissionalmente, juntos comigo, ao meu lado. Outras que acabaram de chegar mas parecem que sempre estiveram comigo. As que voltaram feito um furacão e as que resolveram reaparecer, inusitadamente, em grande estilo. Fato proposital vital?

Meus 40 estão revolucionando a minha alma, o meu jeito, as minhas vontades. Nada importante deixo passar desapercebido. Falo tudo.

Durante a semana passada, a qual me ausentei do blog por motivos de muito trabalho - dei início a minha festa dos 40 - no teatro Casa da Ópera aqui em Ouro Preto, inaugurado em 1770, o mais antigo da América Latina.

E, claro que, eu não poderia abrir esse evento sem falar algumas palavras. Mostro aqui meu manifesto, manifesto de amor, o qual deu inicio a toda a produção do lançamento do livro de Ivald Granto, "Gesture and Art". Afinal eram os meus 40 anos com mais 40 anos de arte de meu mestre e amigo Granato. Não poderia ter sido diferente:

Senhoras e senhores

Meus queridos amigos

Alguém certamente já disse que nós, animais humanos, somos feitos não só do que a herança genética nos impõe, sempre contra a nossa vontade, mas de tudo o que vivemos, do somatório de experiências a que chamamos vida – e, portanto, das pessoas com quem nos relacionamos, movidos pelo amor, pelo ódio ou pela indiferença.

Mas principalmente pelo amor.

Àquilo que o sangue gravou em nós desde muito antes do nosso nascimento, essas pessoas a quem amamos – e que também nos amam – acrescentam, todos os dias, partículas de transformação, de mudança. Elas nos modificam com seus gestos, com seus olhares, com as faces de suas personalidades com as quais nos identificamos ou não. Assim, um pouco a cada dia, a convivência marcada pelo amor tem o dom de nos transformar – e, principalmente, de nos tornar melhores.

Eu tive a alegria e o privilégio de experimentar essa verdade em minha própria vida, ao conviver com esses dois magníficos artistas que reúno hoje aqui, à sombra do Museu da Inconfidência, do teatro Casa da Ópera, junto com meu querido Jorge Fonseca, respirando o mesmo ar de liberdade que, nestas montanhas, tantos artistas e revolucionários já respiraram.

Cada um a seu modo, Ivald Granato e Inos Corradin são marcos da arte brasileira – e vocês terão a oportunidade de conhecer um pouco da magia desses homens esta noite.

Mas, para mim, eles são principalmente amigos, homens que conheço desde que, adolescente insegura, eu buscava um sentido para a vida. E eles, Ivald e Inos, cada um a seu modo, às vezes tão antagônicos, mas sempre singulares, únicos e especiais, me ajudaram a construir meu próprio caminho – muitas vezes em silêncio, muitas vezes apenas sorrindo, outras vezes bebendo um bom uísque, mas sempre me mostrando o quanto amor e liberdade são as únicas leis que devem marcar todos os destinos.

E tem início a noite de bate-papo. Com a palavra: Ivald Granato.


terça-feira, 6 de julho de 2010

Reinventar-se

Reinventar-se seria começar do zero?

Seria o princípio do nada, do incondicional, tantos aos 20, quanto aos 40, quanto aos 60 anos.
Uma suposição? Não, novos conceitos mesmo e, eles tomam conta de você. Aquilo que não existia começa a existir, o que era preto fica branco, o impossível, possível. Reiventar-se significa o desafio de mudar todo o seu jeito de ser, ter, querer, dar, amar...

Longe de Sartre que disse que o homem devia reinventar-se todos os dias, para mim, na íntegra, é querer a mudança mais profunda, mais radical. Transformar obstáculos em aliados, mudar a lente dos óculos e caminhar do outro lado da calçada. Seria encontrar a coragem ainda em gestação e adotá-la como filha.

Largar tudo? Talvez sim, talvez nem precise de tanto, mas se deixar levar por uma outra onda. E isso, definitivamente, não é para qualquer um. É tentar se consertar, mas antes disso, entender estes desconfortos é coisa pra mestre. Aceitá-los, golpe de mestre.

Olhar em volta e ver que tudo poderia ser diferente e querer essa metamorfose para você, já é, no mínimo, heróico.

Seu eu pudesse reinventar minha própria história, hoje, eu a reiventaria. E reinventá-la seria, na realidade, a tentativa de reinventar também a história de outras pessoas que passaram por ela. Tudo tão longe do possível, pois reiventar-se é um ato subjetivo, próprio. Ninguém reinventa ninguém.

E dentro dessa analogia, vendo apenas uma única saída, é continuar se investigando para se deixar seduzir por essa doce vontade de virar frágil. E deixar ser investigada também.

"Mas a vida, a vida, a vida, a vida só é possível reinventada."
Cecília Meireles

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Feitiço

Beirando os 40 uma surpreendente magia pode surgir de um encontro inesperado e te mostrar que a vida não passa apenas de uma série de inconvenientes...
Pois eu ja achei que fosse... Tem hora que você acha que não vai dar mais, fica tudo tão chato, que a energia do fracasso te engole e você acha que não quer mais nada, mais ninguém...
Que nada!
Um feitiço entrou sem bater e me rendeu.
Outros encantos... Algo maior, magia mesmo.
Ah como a vida nos prega peças...
Sabe aquela sensação boa, aquela que parece que você tem 15 anos? Serotonina do amor, não precisa nem ir para a academia. Maravilha...
Tremedeira, coração disparado, vontade de ver, rever, ver de novo, colar...
Como que pode? Alguém me ajuda a entender?
Crise? Que crise? Crise de ser feliz?
É como se uma mesa cheia de guloseimas estivesse ao meu alcance todos os momentos. Uma mistura de prazer, vontades, cor, cheiros, formas. Isso mesmo, taí, é gula, porque é um desejo insaciável.
É um apego excessivo. Assim a gula torna-se feitiço. Uma provocação.
Epifania?
Feitiço ou fetiche?
Fetiche do francês fétiche, que por sua vez é um empréstimo do português feitiço cuja origem é o latim facticius "artificial, fictício"...
Os dois. Dão no mesmo!
Pecado?
Encanto. Amor?


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Cara nova by Ciloca Mesquita

Hoje, aos 100 dias dos 40, este presente.

Cara nova pro blog!!!

Gente a Ciloca caprichou, não???

Tá a cara de Crise dos 40! Tá a cara de Bel Gurgel...

Grande beijo querida! Super obrigada!



Contatos da Ciloca? Olha aqui: ciloca@dflash.com.br


quarta-feira, 30 de junho de 2010

Layout

Amanhã estarei a 100 dias dos 40...

Hoje, coloquei um fundo vermelho no blog, novo layout? Não, apenas o layout do dia de hoje: vermelho paixão, vermelho sucesso, vermelho êxtase, coração rasgado, pulsando a 1000 por hora!

Na véspera desses 100 dias meus dias ficaram vermelhos da noite para o dia. Uma surpresa de sentimentos me abraçou forte, de uma vez só. Eu, peguei um pincel, tinta vermelha e pintei o fundo da parede do blog feito criança. Virei artista, poeta, minha voz ficou mansa, eu fiquei menos chata, minha tpm virou fichinha, dormi feito anjo - sem remédio -, minha pele tá bonita, coloquei a primeira roupa que achei e ficou ótima...

Mudei não só o layout do blog, como também o lay out da minha vida. Mudei? Não, mudaram. Não, os dois.

Hoje meu ascendente escorpião está vibrando. O vermelho simboliza o poder, é a cor que se associa com a vitalidade, com a ambição. A confiança em si mesmo, a coragem, uma atitude otimista ante a vida.

Se eu passasse numa floricultura hoje, eu que não gosto muito de rosas, compraria 3 dúzias de rosas vermelhas e espalharia por toda casa. Será que passo?

Olho pela janela e meu dia está quase monocromático, vermelho forte como as pinturas de Marchetti.

Amanhã, mudarei de novo, pois quero me transformar a cada dia, durante esses longos 100 dias. Amanhã, chega o bolo ainda sem velinhas by Ciloca Mesquita. Gostoso, recheado, colorido, trazendo para esses últimos 100 dias antes dos 40 as vibrações e as vivências mais deliciosas que pude ter ao logo desses 40 anos.

Meu deleite hoje é vermelho. Te dedico.

domingo, 27 de junho de 2010

Esquecer o esquecido

O esquecimento é uma falha humana.

Você esquece de acordar cedo, esquece de colocar o relógio pra despertar, esquece a chave do carro, o óculos, esquece de comprar o sabão que acabou... Eu sou a rainha dos esquecimentos, pois faço tantas coisas ao mesmo tempo, que quando vejo, de repente, algo não saiu perfeito, porque eu esqueci. O horário do ballet da Sofia, todas as quartas-feiras, resolvi o problema contratando um motorista. Como sair da Fundação às 10:50h, voltar e sair de novo às 11:50h? Não tem lógica...

Esquecer o nome da pessoa que está falando com você e ela fala o teu nome e repete e te abraça, meu Deus, eu fico sem chão nessas horas... Ou você conhece a pessoa, falou com ela outro dia mesmo, foi apresentada, passou a noite conversando, encontra depois de uma semana, e nada de lembrar o nome... Putz, que chato!

Mas esquecer de pegar o filho na escola, graças a Deus, isso nunca aconteceu comigo, porque deve dar uma dor na consciência... Eu já vi cada caso, nossa!

Esquecer é natural, mas se sentir esquecido é uma dor anormal. Combinar com alguém alguma coisa e a pessoa não aparecer - principalmente em casos de encontros amorosos ou quase amoroso - é coisa de outro mundo. Você senta no bar e fica horas. Você do lado do telefone - ele falou que ia ligar - não liga, esquece. Apenas esquece. Como você esqueceu o isqueiro na gaveta. Às vezes, sem querer nem te magoar, mas esqueceu.

Esqueceu daquele encontro virtual só pra te mandar aquele beijo na boca. Mas você passou a noite toda sonhando com aquele beijo bobo, via face, que vira - só na sua cabeça - aquele beijo de novela, ou melhor aquele beijo final do Casablanca ao som de 'As time goes by'. Quem não viu?

Bom, não tem como remediar, o negócio é esquecer o esquecido, voltar para o seu domingo com cara de domingo, ver o jogo da Argentina, se divertir com o Maradona e cavocar a memória.

Escrever para esquecer.