terça-feira, 1 de junho de 2010

Túnel do tempo III

Tava faltando umas fotos por aqui...
Um pouco mais dessa linha do tempo.
Afinal, hoje estou há 130 dias dos 40!
Pára tempo!!!

Uma comemoração de imagens!


Aos 13 anos, em 1983


Aos 16, Fernanda e eu


Festa de aniversário de 20 anos


Grávida do João aos 24 anos


Aos 25, Dri, eu e Débora
Algumas fotos não resistem a Ouro Preto...


Aos 26 com João na Bahia


Mais uma... Dani, Fernanda, eu, Dri e Teté


Inauguração da minha loja galeria, Antagônica, em 1997,
com a primeira exposição individual do Sandrinho Corradin,
eu, ele e Dani


Já com 34, eu e João


domingo, 30 de maio de 2010

sábado, 29 de maio de 2010

Mudar

3 da manhã.

Mudanças são sempre bem vindas. O negócio é concretizá-las. Aí fica o perigo.

Tem uma frase do Charles Chaplin que diz o seguinte: - Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre.

E o tempo vai passando e você vai protelando as mudanças, deixando para trás. Chega disso. Cansei. Esse desconforto tá ruim. Pleonasmo?

3:55
Já me dei 55 minutos, tá bom demais.

Virada cultural de mim mesma.

"Você é o seu desejo mais profundo. Como é o seu desejo, assim é a sua intenção. Como é a sua intenção, assim é a sua vontade. Como é a sua vontade, assim é a sua ação. Como é a sua ação, assim é o seu destino".

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Podemos dar um jeito?



Essa noite eu acordei às 4 da manhã com essa música tocando no meu celular. Eu fico imaginando quem poderia me enviar logo às 4 da matina uma música falando "podemos dar um jeito em tudo, podemos consertar...", pois não dou jeito algum em nada às 4 horas. De TPM muito menos. Quem me conhece bem, sabe.

Será que aquela chatice nata da TPM não me deixou curtir a música durante a noite? Ou eu não tenho mais paciência pra trotes românticos aos 40? Quer dizer, aos 39. Bom, mais que eu perdi o sono eu perdi. Aí, aquele vira prá cá, vira pra lá. Eu vou tomar um stilnox agora às 4 para acordar daqui 3 horas? Não, né?!

Mas a história virou outra. Porque o dia rolou, a empregada nova não foi - pela terceira vez em 15 dias - acabei baixando a música para ouvir de novo e ouvi Beatles o dia inteiro. Liguei até pro Luís, meu primo beatlemaníano, para perguntar o nome da música. Postei no meu facebook "Hello Goodbye". Sofia dançou, assistiu a manhã toda no you tube os clips dos Beatles e eu morri de rir vendo ela dançando sentada na frente do computador.

A vida é engraçada. Acordei puta com o telefonema e acabei me divertindo. "Podemos dar um jeito?" eu já dei, anônimo, dei um jeito no meu dia, na minha TPM. Obrigada pelo telefonema.

Tá aí o som para compartilhar.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Por Cássio Peres

Hoje, 26 de maio, completo 46 anos de caminhada mundo afora.

Tem sido um momento mágico, de reencontro comigo, um momento feliz; momento de me sentir forte e revigorado.

Fazendo uma retrospectiva:

Na virada para os 40 até os 42, morava em Lisboa, já há 18 anos. Havia acabado de me separar. A empresa que eu tinha na época estava 'fazendo água' por todos os lados, até que não houve mais condições de ficar por lá. Apareceu a oportunidade de voltar ao Brasil, em uma área na qual eu tinha interesse.

Foi uma chegada dolorosa! Aos 42 anos recomeçar a vida, juntando os meus pedaços, aprendendo a viver e trabalhar no Brasil, viajando um monte pelo país. Foi maravilhoso poder conhecer o que eu ainda não conhecia, reencontrar o meu povo e aprender muito.

Nos últimos 4 anos no país venho me reconstruindo.

O que eu sinto hoje, é calor, é felicidade. Mais do que sobreviver, estou de pé novamente, estou lutando, correndo!!!

Meus 46 anos se conformam como um grito de vitória!!!! Pedi demissão semana retrasada, com intuito de me buscar, buscar meu espaço, meu lado pessoal e profissional.

Tem sido engraçado, me ver jovem e, no entanto, o mundo me ver como senhor.

O espelho ainda me engana depois de tirar a barba de 20 anos. Teve um gosto especial. Sempre a usei para parecer mais velho do que era. Tirei para renovar o passaporte. Já não precisava mais dela. Não pela aparência, porque de repente, ela pode voltar qualquer dia desses... Mas, me olhando no espelho, senti algo novo, e isto, foi os 40 que me trouxe. Algo interno, que ultrapassou a timidez. No passado, alguém muito sensível, disse que eu usava a barba para esconder a boca, para não me perceberem. Será?

Nestes 46 anos, sinto-me leve novamente, sinto-me forte e feliz, com pique para correr atrás.

A vida acontece a cada dia. Crises existem muitas: crise de amar, crise de não amar e não ser amado, crise profissional, crise de começar de novo, crise do domingo à noite, crise seja lá do que for.

Hoje posso dizer com toda a certeza, que o meu maior presente, foi este pedido de demissão. Ter tido coragem de buscar a tal felicidade, acreditar na minha cabeça, e em quem eu sou.


Cássio Peres é analista de sistemas, mora em Florianópolis e completa 46 anos hoje.

Parabéns, Cássio!


terça-feira, 25 de maio de 2010

A crise de um homem só | Por Sérgio Cerviño Rivero

A crise dos 40, que nada mais é do que uma continuação daquela primeira crise, aquela inaugurada no nascimento, leia-se viver pelo resto da vida, vai sendo sofisticada na medida em que vamos tendo mais dimensão do tempo vivido. Hoje, o espelho que gritava e nos avisava, dia-a-dia, que o tempo passava juntinho da gente, mas no corpo dos outros, inicia uma aproximação radical e, agora mudo, passa a deixar marcas no nosso corpo... Eu que tinha o hábito de sorrir sempre, olhando-me no espelho, continuo ainda fazendo o gesto, mas sempre preparado para mais um vinco cutâneo, repentino, que mostre, mas nem tão poeticamente, o tamanho da minha memória, como diria o Bartolomeu Campos Queirós.

É chegada a hora de constatar que os Natais, Anos Novos e todas as datas forjadas no calendário, se repetiam, sim, e assim continuarão repetindo-se sem nenhuma novidade maior. Havia uma importância qualquer, no passado, que girava em torno de você. Você era muito jovem ou jovem. Esqueça isso. Estas datas, daqui pra frente, só farão trazer a lembrança dos outros: os muito jovens e jovens, os velhos, os vivos brevíssimos, os sumidos e os mortos.

Constata-se também, pela década dos 40 em crise, que as relações afetivas e que o sexo dentro delas são variações sobre o mesmo tema. Se você está só há pouco tempo, depois de anos investindo numa família, vai sentir, por um tempo, uma falta enorme daquele papel íntimo e social. No caso masculino padrão, marido e pai. Nada mais a ver com a esposa, a dor é institucional mesmo.

Você passa, então, a ser uma nova ovelha desgarrada do bando e pressente que entra, sem sentir, numa modalidade outra do ser masculino. O quarentão só e obviamente disponível. Nem tão óbvio assim. Não há tempo, agora, para pensar muito. A constatação da hora é que a solidão enlouquece, que as pessoas piram, que as mulheres da sua mesma era perderam seus poderes e, tontas, bloqueiam toda aproximação, que o seu crivo é enorme e que voltar à ativa aos 40 é muito mais dificultoso do que aos 30...

O sexo, ah, esse tem que ser finalmente como você sempre quis, afinal, o tempo urge, ruge, tosse e agoniza. Mesmo que tudo esteja ainda indo bem nesta área íntima, você percebe que seu fôlego não é mais o mesmo, que a qualidade deve imperar porque nada mais se espera daquela quantidade ‘irracional’ de outrora. Há, portanto, pequenos sinais de que algo mudou. Vai ver porque o seu imaginário quarentão transborda de imagens e, hoje, excitar-se requer mais concentração e empenho ou uma imagem corpórea, à vista dos olhos, sem muitas rasuras. Não é desprezo à maturidade feminina ou pretensão dos homens que ignoram sua queda e tudo fazem por uma de suas últimas afirmações. É mesmo o que acontece no campo da possibilidade ou da impossibilidade... Ou não... A possibilidade de ainda endurecer-se e proporcionar prazer, a si mesmo e a alguém mais.

A crise também se revela grande quando você se pega julgando o mundo demais. O passado era melhor, você teve educação doméstica e o capitalismo era menos selvagem. Será mesmo? Será que o mundo era outro ou mudou, como se espera que mude, este leitor do mesmo texto? O mundo, com todo o frescor do desconhecido, deixou o viço de lado e mostra para você que é velho, atrasado, tardio e que mesmo o novo poderá vir, por vezes, previsível, requentado. Há uma crise, portanto, que reside todinha na mesmice e em sua perpétua continuidade. Crise agravada pela velhice que virá ainda, você já sabe, lhe surrupiar os instrumentos que lhe faziam viver aquilo, lá mesmo, com certa dignidade.

Há algo que nos salvará do tempo e da crise corrente? Há. A paixão, o amor intenso, arte, um sentimento que atinja, com violência, coração, sentidos, percepção, sensos, razão. Pois eis que nubla tudo, reconstrói, superposto ao conhecido, uma fusão de imagens, cenas desconexas, enfim, o novo que, instaurado e breve, sempre promete.

Sérgio Cerviño Rivero, tem 47 anos, mora em Salvador e é Professor nas áreas de Letras e Comunicação e Assessor da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Por Thereza Portes

Bom dia Bel,

Hoje acordei melhor depois de uma cirurgia para a retirada do útero aos 43 anos... passei um mal danado e aconselho as mulheres a se prepararem emocionalmente e fisicamente para essa etapa, é um soco no peito! Mas, seguindo os conselhos das tias mais velhas é melhor começar a pensar positivo, porque a partir de agora a vida fica muito melhor! Assim espero, ainda não sei...rs

Hoje pensei, será que estou em crise???? E de repente, resolvi abrir meu computador e lá estava seu e-mail, achei muita coincidência!

Mas vamos ao assunto do blog! Sou péssima para escrever, mas tenho várias anotações em cadernos de desenho... são bem legais e falam exatamente desse momento delicioso e às vezes desafinado que são meus 40 anos! Tem devaneios, desabafos, sensações e desenhos misturados. Eu acho interessante a imagem aliada aos textos. Se quiser posso enviar para vc ver. Só que estou de cama e na casa da minha mãe, e os cadernos estão no atelier. Terei que esperar um pouco para te enviar as imagens.

Um beijo,
Thereza.

Thereza Portes mora em Belo Horizonte, tem 43 anos e é artista plástica.