terça-feira, 15 de junho de 2010

COPA

Gente, estamos na reta para o primeiro jogo do Brasil, eu fiquei lembrando o quanto eu amava isso. Eu acordava de verde e amarelo, hoje, não sinto mais isso. Hoje acho uma loucura parar de trabalhar. Ainda é terça-feira, eu to lotada de afazeres, reuniões por vir, mas tudo pára! O Brasil pára por completo! Eu poderia até estar vestida de verde e amarelo, mas eu não tenho mais isso comigo. Hoje eu estou de preto. Isso não quer dizer que estou infeliz, ou algo parecido - prova disso eu tirei até uma foto - mas quer dizer que minhas antenas estão ligadas em outras coisas. Meu radar tá em outro campo.

Claro que vou ver o jogo. Até os colombianos vão! Acreditem: a Colômbia pára para assistir o jogo do Brasil! Ontem quando fiquei sabendo dessa notícia quase cai da cama. Mas a questão não é essa, de ver ou não o jogo. A questão é o estado de espírito, como ele mudou...

Mas eu não to achando ruim o meu estado, estou achando bom. Essa vontade de não parar de trabalhar, de não estar com vontade de encher a cara agora a tarde. De querer fechar outros grandes projetos, que vão muito além da COPA. Na realidade, eu acho - acho - que vou assistir o jogo fazendo contas e escrevendo um projeto que eu to amando realizar.

Acho porque meu celular não pára de tocar desde ontem: - Bel, onde ce vai assistir o jogo? - Onde? - Com quem? - Vamos? E às vezes a gente cede aos amigos... kkkkkk

Mas aos 40 tudo muda, era nisso que eu queria chegar, até a COPA muda. Mas, sinceramente, com todas essas diferenças de temperamento, me sinto bem melhor hoje do que em outros carnavais. Carnavais não, copas... Dá no mesmo!


domingo, 13 de junho de 2010

Por Paulo Cezar Santos Ventura

Continuo então, Bel. Farei depoimentos pílulas sobre meus 40 anos.
Estive em Ouro Preto no sábado, dia 12, com minha mulher, meu filho mais novo e um novo amigo, um antropólogo da Universidade de Pádua, Itália, que fala demais (qual italiano não fala demais) e adorou a cidade. O interessante foi a comunicação entre nós: trilíngue - italiano, francês e espanhol. Não é esnobismo, não. É que o cara se confundia e às vezes saltava de uma língua para outra. Eu me divertia com suas confusões e também com seu bom humor. Se eu tivesse um contato teu em OP, teria te ligado para dizer "oi, estou na tua terra".
Voltando no tempo alguns anos, teve um evento que contribuiu bastante para a boa entrada naqueles anos "enta". Eu tinha saído de um casamento "aburrido" (adoro essa palavra em espanhol) uns anos antes e entrado em um outro que mudou minha vida. Costumo falar aos amigos, que a mudança foi tão boa que eu emagreci, parei de beber (não bebia tanto, mas diminuir mais ainda foi ótimo) e nasceu cabelo em minha cabeça. Isso mesmo, o novo casamento, ou a mudança radical que fiz em minha vida, contribuiu para a redução definitiva de minha calvície. Podes ver na minha foto que, apesar de não ter mais a minha cabeleira dos 40 anos (eu fazia trança naquela época), não fiquei careca como os homens de minha família. O pior do processo foi me separar dos 2 filhos que já tinha, mas acho que não deixei isso arruinar minha vida. Não quero dizer com isso que precisamos fazer mudanças radicais quando se chega aos 40 anos, mas no meu caso foi fundamental, aquele tipo antes tarde do que nunca. Dois presentes inconvenientes eu ganhei com a idade: usar óculos para leitura e parar de jogar futebol (aos 45) por causa de lesão. O fanático pela redondinha aqui sentiu isso como uma grande perda, eu que não vou a campo assistir, torço para o galo só como figuração, porque nunca sei a quantas anda o time e não gosto de aglomerações. No entanto, se vejo dois meninos batendo uma bolinha dá até comichão nos pés. Adoro ver uma bonita jogada, não importa de qual time. Voltando a falar de Ouro Preto, eu adoro esta cidade. Nos anos 80 eu trabalhava em Viçosa e vinha nos fins de semana para BH. Nos dois trajetos, ida e vinda, eu parava para tomar um café bem na praça Tiradentes. E já dormi no cemitério aí atrás da igreja Nossa Senhora do Carmo, atrás também de onde é hoje o Museu do Oratório (já o visitei 4 vezes e cada vez descubro algo novo). Na segunda noite (era festival de inverno e a cidade estava lotada) conheci um pintor e ele me ofereceu um sofá na sua sala. Isso foi muito antes dos 40, claro. Hoje a cidade está melhor, eu acho. Outra mudança importante aos 40: a tomada de consciência de sua existência, de suas possibilidades e limitações, a intimidade com seu próprio corpo que o conduz a fazer coisas do tipo: dançar, falar em público, abraçar e beijar os amigos sem te preocupar com o que estão pensando de ti, etc. Mas conto isso mais tarde.
Um beijo.


Paulo Cezar Ventura é físico de formação, professor de profissão, pesquisador em Comunicação Científica e Tecnológica, peladeiro aposentado, escritor de aforismos, aprendiz de poeta, novalimense de coração, belorizontino por opção profissional, casado e enamorado, amante das boas coisas da vida, gastrônomo de fim de semana.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Família

Família é sempre uma loucura. Aos 10, 20, 30, 40 anos... Não tem idade. Você fala pé, eles entendem chulé. Pura crise: existem as boas, ruins, médias, estamos sempre em crises existenciais com família. É uma loucura! Quantas vezes você ouviu sua mãe ou aquele irmão querido fazer uma queixa, uma desfeita e seu dia ficou frouxo, irresoluto?

A base do triângulo humano se equaliza em família? No sangue do seu sangue? Para sempre? Até a morte? Meu Deus, me acode! Coitados dos meus filhos, torço para eles não sejam assim. Torço para que eles ouçam meus desatinos como são mesmo, discursos tolos. Que não dêem importância, para que a culpa passe longe da cabeça, dos ombros deles. E sejam felizes sem carregar os meus encargos.

Rezo para que a contemporaneidade leve embora esses velhos conceitos.

Juízos inconscientes, que dão verdadeiros nós nas nossas cabeças. Assim, a cada ano que passássemos, mais leves ficaríamos, chegando na velhice feito plumas.

Consciência limpa que fizemos o possível.

Mas será que não? Que não conseguimos essa virtude? Que Elis estava certa quando cantou:

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo,
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais...

Seguramente estava.

Mas isso não quer dizer que, dentro deste círculo visceral, não podemos escapulir daquilo que nos desabona e abraçar, apenas, o que nos faz bem. O que nos faz família.

sábado, 5 de junho de 2010

Romance

126 dias.
126 dias para os 40.
206 para você chegar.
Os dias voam aqui. Eu lotada de trabalho, projetos. Não consigo parar. Mas existe um momento de parar, um motivo: você!
Perco o sono.
Releio os versos que escrevi no seu mural.
Refaço.
Conto de novo os dias.
Pego o celular e tento te ligar. São 4:00 da manhã. Ouro Preto, 6:00 hs.
Vejo nossas fotos. Ouço Miltom. Depois Caetano. Vejo 'Romance'. Revejo.
Procuro no dicionário a palavra ro-man-ce, pode ser muitas coisas, inúmeros significados, mas a melhor parte é essa: 4 Enredo de coisas falsas ou inacreditáveis. 5 Conto, fábula. 6 Urdidura fantástica do espírito; fantasia. 7 Objeto ou fato real, mas que tem o que quer que seja de fantástico, de inacreditável.

Um dia acho que está tudo perdido e num segundo, como disse o Chaplin na outra postagem, muda tudo.
É mesmo inacreditável... Penso na vidente da postagem abaixo...
Você me vê pela câmera e diz que estou linda.
Eu tento dormir. Penso em como vai ser nossa viagem e um turbilhão de pensamentos circulam pela cama.

Resolvo postar o romance.
Está aqui. Não precisa de muitas linhas, só mesmo imaginação...
Uma pitada de romance para dar um outro sabor na vida.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Amor

Eu tenho percebido que as pessoas tem preguiça de escrever.

Preguiça ou falta de inspiração? Sei lá... Até eu, às vezes fico, eu sei como é... E olha que eu gosto de escrever. Já tem outras que amam. Meu irmão, Rodrigo, é um desses.

Mas, precisamente hoje, visitei alguns blogs muito interessantes no ponto de vista do amor. O do Carpinejar - http://carpinejar.blogspot.com/ e o da namorada dele a Cíntia - http://matandocarpinejar.blogspot.com/ - foi uma terapia. Eu ri muito e achei fantástica a trama dos dois. Fiz um comentário até com uma certa inveja boa, confesso: - Será que aos 40 serei contemplada com uma relação assim? Descobri que existem relações saudáveis, saborosas, que duas pessoas maduras valem um amor para sempre sim, coisas que eu achava que não existia. Mas existe. Que bom!

Me fez lembrar de uma história antiga minha. Numa dessas horas de conflito total, há um bom tempo atrás, fui numa vidente e ela me disse: - o grande 'desfrute' da sua vida, em todos os sentidos, será a partir dos seus 40 anos. E, pensando bem, eu ando acreditando e fazendo por onde acreditar, pois a cada dia que passa tem acontecido coisas, no que se refere a minha vida profissional, que eu acho que aos 40 a coisa tem tudo para dar mais certo mesmo. Agora, amor, eu não sei não...

Amor é complicado, principalmente num país que tem um número de leitores tão pequeno. Essa questão é para se pensar. Olha só: a média de livros lidos por ano é de 4,7 por pessoas que se dizem leitoras, sendo que a maioria são estudantes, na faixa dos 15 anos. Para o que estão fora da escola já baixa pra 1,3 livros por ano, num montante de 55% da população. Bom, eu to na faixa dos 40, aí já ferrou bem, a proporção vai estreitando. Porque para amar, dessa maneira peculiar, original, a pessoa precisa de um pouco de cultura. No mínimo inteligência. Não é loucura não. É sério! Sem isso, vira aquela relação idiota, boba, sem a base estrutural.

Não tenho mais paciência para ladainha amorosa. Ou é ou não é. O dia a dia precisa ser objetivo, certo, voraz, criativo e conseqüentemente inteligente. Tem que ser bom em matemática, pois os cálculos devem ser precisos, lineares.

Depois de um dia como hoje, de tantos sentimentos transbordando, eu acho que só poderia falar, da forma mais mirabolante, de um pouco de amor. Dessa inclinação, essa afeição viva por alguém ou por alguma coisa.

Bem, eu to na retaguarda, esperando meus 40, de dedos cruzados, torcendo para aquela pessoa dotada de vidência, tenha conseguido, durante a minha sessão, uns 40% do tal do fosfenismo, 30% da arte adivinhadora, 10% de bom senso e os outros 20% pode até ser de charlatanismo. Tá valendo!


Túnel do tempo III

Tava faltando umas fotos por aqui...
Um pouco mais dessa linha do tempo.
Afinal, hoje estou há 130 dias dos 40!
Pára tempo!!!

Uma comemoração de imagens!


Aos 13 anos, em 1983


Aos 16, Fernanda e eu


Festa de aniversário de 20 anos


Grávida do João aos 24 anos


Aos 25, Dri, eu e Débora
Algumas fotos não resistem a Ouro Preto...


Aos 26 com João na Bahia


Mais uma... Dani, Fernanda, eu, Dri e Teté


Inauguração da minha loja galeria, Antagônica, em 1997,
com a primeira exposição individual do Sandrinho Corradin,
eu, ele e Dani


Já com 34, eu e João


domingo, 30 de maio de 2010