sexta-feira, 2 de julho de 2010

Feitiço

Beirando os 40 uma surpreendente magia pode surgir de um encontro inesperado e te mostrar que a vida não passa apenas de uma série de inconvenientes...
Pois eu ja achei que fosse... Tem hora que você acha que não vai dar mais, fica tudo tão chato, que a energia do fracasso te engole e você acha que não quer mais nada, mais ninguém...
Que nada!
Um feitiço entrou sem bater e me rendeu.
Outros encantos... Algo maior, magia mesmo.
Ah como a vida nos prega peças...
Sabe aquela sensação boa, aquela que parece que você tem 15 anos? Serotonina do amor, não precisa nem ir para a academia. Maravilha...
Tremedeira, coração disparado, vontade de ver, rever, ver de novo, colar...
Como que pode? Alguém me ajuda a entender?
Crise? Que crise? Crise de ser feliz?
É como se uma mesa cheia de guloseimas estivesse ao meu alcance todos os momentos. Uma mistura de prazer, vontades, cor, cheiros, formas. Isso mesmo, taí, é gula, porque é um desejo insaciável.
É um apego excessivo. Assim a gula torna-se feitiço. Uma provocação.
Epifania?
Feitiço ou fetiche?
Fetiche do francês fétiche, que por sua vez é um empréstimo do português feitiço cuja origem é o latim facticius "artificial, fictício"...
Os dois. Dão no mesmo!
Pecado?
Encanto. Amor?


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Cara nova by Ciloca Mesquita

Hoje, aos 100 dias dos 40, este presente.

Cara nova pro blog!!!

Gente a Ciloca caprichou, não???

Tá a cara de Crise dos 40! Tá a cara de Bel Gurgel...

Grande beijo querida! Super obrigada!



Contatos da Ciloca? Olha aqui: ciloca@dflash.com.br


quarta-feira, 30 de junho de 2010

Layout

Amanhã estarei a 100 dias dos 40...

Hoje, coloquei um fundo vermelho no blog, novo layout? Não, apenas o layout do dia de hoje: vermelho paixão, vermelho sucesso, vermelho êxtase, coração rasgado, pulsando a 1000 por hora!

Na véspera desses 100 dias meus dias ficaram vermelhos da noite para o dia. Uma surpresa de sentimentos me abraçou forte, de uma vez só. Eu, peguei um pincel, tinta vermelha e pintei o fundo da parede do blog feito criança. Virei artista, poeta, minha voz ficou mansa, eu fiquei menos chata, minha tpm virou fichinha, dormi feito anjo - sem remédio -, minha pele tá bonita, coloquei a primeira roupa que achei e ficou ótima...

Mudei não só o layout do blog, como também o lay out da minha vida. Mudei? Não, mudaram. Não, os dois.

Hoje meu ascendente escorpião está vibrando. O vermelho simboliza o poder, é a cor que se associa com a vitalidade, com a ambição. A confiança em si mesmo, a coragem, uma atitude otimista ante a vida.

Se eu passasse numa floricultura hoje, eu que não gosto muito de rosas, compraria 3 dúzias de rosas vermelhas e espalharia por toda casa. Será que passo?

Olho pela janela e meu dia está quase monocromático, vermelho forte como as pinturas de Marchetti.

Amanhã, mudarei de novo, pois quero me transformar a cada dia, durante esses longos 100 dias. Amanhã, chega o bolo ainda sem velinhas by Ciloca Mesquita. Gostoso, recheado, colorido, trazendo para esses últimos 100 dias antes dos 40 as vibrações e as vivências mais deliciosas que pude ter ao logo desses 40 anos.

Meu deleite hoje é vermelho. Te dedico.

domingo, 27 de junho de 2010

Esquecer o esquecido

O esquecimento é uma falha humana.

Você esquece de acordar cedo, esquece de colocar o relógio pra despertar, esquece a chave do carro, o óculos, esquece de comprar o sabão que acabou... Eu sou a rainha dos esquecimentos, pois faço tantas coisas ao mesmo tempo, que quando vejo, de repente, algo não saiu perfeito, porque eu esqueci. O horário do ballet da Sofia, todas as quartas-feiras, resolvi o problema contratando um motorista. Como sair da Fundação às 10:50h, voltar e sair de novo às 11:50h? Não tem lógica...

Esquecer o nome da pessoa que está falando com você e ela fala o teu nome e repete e te abraça, meu Deus, eu fico sem chão nessas horas... Ou você conhece a pessoa, falou com ela outro dia mesmo, foi apresentada, passou a noite conversando, encontra depois de uma semana, e nada de lembrar o nome... Putz, que chato!

Mas esquecer de pegar o filho na escola, graças a Deus, isso nunca aconteceu comigo, porque deve dar uma dor na consciência... Eu já vi cada caso, nossa!

Esquecer é natural, mas se sentir esquecido é uma dor anormal. Combinar com alguém alguma coisa e a pessoa não aparecer - principalmente em casos de encontros amorosos ou quase amoroso - é coisa de outro mundo. Você senta no bar e fica horas. Você do lado do telefone - ele falou que ia ligar - não liga, esquece. Apenas esquece. Como você esqueceu o isqueiro na gaveta. Às vezes, sem querer nem te magoar, mas esqueceu.

Esqueceu daquele encontro virtual só pra te mandar aquele beijo na boca. Mas você passou a noite toda sonhando com aquele beijo bobo, via face, que vira - só na sua cabeça - aquele beijo de novela, ou melhor aquele beijo final do Casablanca ao som de 'As time goes by'. Quem não viu?

Bom, não tem como remediar, o negócio é esquecer o esquecido, voltar para o seu domingo com cara de domingo, ver o jogo da Argentina, se divertir com o Maradona e cavocar a memória.

Escrever para esquecer.




Esboço sobre a idade | Sobri-edade por Cláudia Alencar

Sou a nova balzaquiana, mas mais fraterna: Bovalencar da idade moderna.

Uma das vantagens da idade é usufruir o sucesso dos amigos que se tornaram gênios na maturidade.

Palhaçada mentir idade, mas hoje, quando digo, as pessoas gargalham: - Você é muito engraçada.

Você tem 15 anos de costas, 30 de lado e 40 de frente, diz Lais Jardim.

Ela vê todas as idades se assentando nos sessenta de mim.

As mulheres aplaudem pasmas, os homens agarram logo a cintura, sabendo que não sou donzela.

Todos safados, mas eu me safo como se fosse uma delas.

Os jovens que não são filhos têm uma curiosidade testesteronica incrível.

Os filhos exigem estabilidade emocional, maturidade, sabedoria, mas qual!?


Ajudo muito mais gente do que nos tempos do Rose Bom-bom.

Mais despojada de mim faço caridade a quem precisa sem querer troca suas.

Na alegria da arte e nas pedras dos caminhos me tornei milionária de dons.

Sou palhaço que dá livros, flores e arruaças pelas minhas ruas.

Dou conselhos, colo, presença física durante dias, anos e horas.


Apresento jovens artistas a diretores dando aval, abrindo portas do plim!.

As amigas levo para meditar, revelo caminhos espirituais por décadas estudados.

Inspiro fã de Phoenix que perde quilos, leva vida saudável inspirado por mim.

Apresento pares que fazem ótimos negócios e recuso qualquer tipo de porcentagens.


E vem os elogios, prêmios do Tempo - esse Senhor Hors Concurs da Formula Um.

Minhas opiniões são mais respeitadas, minha poeta ganha homenagens.

Meus amigos, internacionalmente reconhecidos, Tomoshigue, Tozzi, Gruber, Granato,

queridos de Sampa, de moça criança, da era performática, barbarizadores da cena paulista.

- Meu, mó barato.

Nos abraçando vinte anos depois emoções jorrando delicadamente desatadas.

A poeta, mulher do Peticov, entrega seu livro e diz sentir-se honrada se eu a ler:- Venero seus escritos....

Imagine! Imagine só... A que ponto chegamos do pódio e da ilusão.

Mas acalentou meu coração sentir que todos foram tatuados por mim e em mim.

Tiram fotos como fãs, ouriçados pela minha arte e juventude que é templo da minha maturidade.

Essas são algumas das felicidades de se ter mais idade.

Mas há as tristezas dela.

De saber me mais perto da Dona fatal coisa que não assusta, mas entristece.

O jogo está acabando e é preciso mais gols, ser mais feliz do que sou.

Como fazer mais se a cabeça é a mesma no pensar.

Como ser Beauvoir se sempre fui Pagú.

Como ser Isadora Duncan se sempre fui Claudia Alencar.

Como ser Pelé se sempre fui Rivelino.

Mas fugi de Mefistófeles, para nunca ser Fausto e amargar o arrependimento final.

E ainda há tempo de fazer mais obra de arte, de beijar o homem-menino.

Sei que trago a melancolia de não ter feito tudo o que podia.

Se bem que ainda estou, aqui, belamente viva

Casada com o Senhor Hors Concurs dançando nossa chama: essa folia.

E um ps: o desejo permanece, mas o entusiasmo, pouco a pouco esmaece, mas não fenece.


Viva!






Gente e quem diz que essa belezura tem 60? Ninguém! 60 de experiência, de vida bem vivida. Porque fisicamente: dá-lhe crise dos 40 nas quarentonas como eu!!!! Dá-lhe Claudinha!!

sábado, 26 de junho de 2010

Minhas histórias...

“Eu amo minhas rugas porque elas me trazem dignidade, mostram a mulher que eu sou, a minha história”
Maitê Proença

Eu adoro ler uma Marie Claire. Que mulher que não gosta? Duvido. Mulherada adora folhear uma revista. Hoje quando eu vi aqui na web, tava a Maitê falando de idade, das rugas, do namorado 12 anos mais jovem que ela... Ela ainda não fez plástica, só botox... Nada de silicone... Eu acho bem bacana esse posicionamento sabe, namorado 10 anos mais jovem aos 50, linda como uma mulher de 40... kkkk

Gente, mais estou aqui hoje para falar de outras coisas... é que eu gosto tanto da Maitê que não pude deixar de falar dela antes.

Há dias sem conseguir parar para escrever, eu tava ficando doida de tanta vontade! Se fosse ver, nem agora eu poderia estar aqui, mas não posso deixar "o crise dos 40", pois minhas crises estão borbulhando, me invadindo como nunca, e eu preciso tirar proveito disso, claro! :)

A semana foi corrida. Final de semana passado no Rio, revi gente que eu amo, que eu sempre amei, que eu sempre soube que amava, mas a vida, às vezes nos prega peças, e acabamos sendo levados por outros ares, deixando a coisa passar. Mas o amor é tanto que não tem jeito, acabamos nos cruzando novamente e aí, aqueles 15 anos que nos separavam parece nada. Conheci gente linda, nova.

Revi também outra figura de longa data, Marcelo, via facebook. Putz, adorei reencontrá-lo. E, falando de história de vida, de lembranças, quando eu tinha uns 15 anos, um dia, abri a janela lá de casa e tava pichado no muro: - Bel, te adoro. Ou seria te amo? Agora, minha memória falha, sempre falha, não ajuda. Mas, não importa, descobri que tinha sido ele no mesmo dia. Na frente de casa, na frente da escola... Essas pichações, na época, ainda eram moda, para lembretes de amor. Todas as meninas queriam um gesto desse para se sentirem importantes. Claro, que eu me senti a mulher mais amada deste mundo. E, rever todas essas pessoas, nesses últimos dias, foi um sinal de sintonia de amor, sinal de que a vida é um processo de acontecimentos que vai, volta, revolta, diz, contradiz, retorna. E isso é muito bom aos 40.

Revejo meus textos do blog e vejo o quanto falo de amor, aí me reconheço: uma eterna sonhadora, apaixonada pelos amigos, pela arte, por aqueles que me rodeiam, pelo meu trabalho. Trabalho por amor, minhas produções são sempre coligadas a grandes emoções, uma cadeia de sentimentos que gera o fio condutor de meus melhores trabalhos. No ano passado eu queria tanto dar de presente para a Fundação, um novo 'look', algo além do meu trabalho corriqueiro, era tanto amor, que quando vi tínhamos uma meta para atingir e extrapolei a meta, com ajuda do meu parceiro Saulo, oito vezes! Contando essa historia para um executivo amigo meu, ele me falou: - extrapolar a meta 8 vezes na multnacional que eu trabalho, seria uma nova remuneração, um novo cargo, no mínimo uma promoção... Viajei por conta própria para São Paulo, armei um esquema tão bem planejado que a Fundação apareceu em tudo que foi mídia. kkkkkk Morro de rir e vejo que o que tinha que fazer ja foi feito, preciso alcançar já outra meta. E ela, a cada dia, está mais perto de mim, chegando, como meu cronômetro dos 40. Não houve nova remuneração, não houve um novo cargo, mas semeei e a colheita está por vir. Os convites estão chegando, um novo olhar está surgindo, flores estão brotando, prestes a ver um campo de girassóis se abrindo.

Estou feliz! Viva os 40!!!

p.s. tem novo look chegando para o blog via Ciloca Mesquita! To ansiosa!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ain't Got No...I've Got Life


Não tenho casa, não tenho sapatos
Não tenho dinheiro, não tenho classe
Não tenho saias, não tenho suéteres
Não tenho fé, não tenho barba
Não tenho mente

Não tenho mãe, não tenho cultura
Não tenho amigos, não tenho nenhuma escolaridade
Não tenho nome, não tenho amor
Não tenho ingresso, não tenho nenhum sinal
Não tenho Deus

O que eu tenho?
Por que estou viva?
Sim, o que eu tenho?
Ninguém pode tirar

Eu tenho o meu cabelo, tenho minha cabeça
Tenho meu cérebro, tenho minhas orelhas
Tenho meus olhos, tenho meu nariz
Tenho minha boca, tenho meu sorriso

Tenho minha lingua, tenho meu queixo
Tenho meu pescoço, tenho meus seios
Tenho meu coração, tenho minha alma



Quando ouvi essa música, hoje, olhei para tudo: para trás, para frente e me passou um turbilhão de coisas pela cabeça... O que realmente eu tenho a não ser a mim mesma?