sábado, 1 de maio de 2010
O mar
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Colômbia I
Minha ida à Colombia foi um marco na minha vida, nos meus 39 anos. Eu nunca pensei em fazer algo tão inusitado. Conheci Oli na web e, logo, quando nos vimos, nos apaixonamos de primeira. Aquela coisa que você fica pensando na pessoa o dia todo e ele em você, aquele insite gostoso. Conversávamos muito, via web, via fone, todos os dias. Ele, professor na Universidade de Medellin, aproveitou e me convidou para dar uma palestra na Universidade. Eu, aceitei
Comprei minha passagem e parti para uma aventura para a terra de Botero. Eu tinha 9 dias apenas. Parei no Peru na ida e continuei viagem. Cheguei no aeroporto em Medellin estava em reforma, o dia feio, chuvoso. Me deu uma quentura dentro de mim: - Aí meu Deus, me ajuda a descer do avião... Pernas bambas, mãos frias... Peguei minha bagagem, revista geral, tiraram tudo de dentro da mala. Fiquei puta. Eu fiz a mala detalhadamente e esses putos abrem assim? Tão achando que é festa?
Bom, passei no portão e lá estava ele com um sorriso lindo no rosto me esperando... Eu não sabia se era um filme de Fellini ou Almodóvar, porque os colombianos são super família, eles adoram estar com a família, apresentar a família. E assim, junto com ele, o pai e o irmão. Eu fiz que estava tudo bem, normal, mas por dentro eu não estava entendendo nada.
Me levou para almoçar na casa dos pais. Na ida mais uma geral, militares pararam o carro. Eu fiquei assustadíssima, 2 revistas e eu estava há uma hora no país (?) ! Deu tudo certo e seguimos.
O almoço foi ótimo, nada como o povo latino americano, todos sorridentes, festeiros, amigáveis!
A palestra que eu achava que seria uma, se transformou em quatro. Conheci pessoas maravilhosas na Universidade e, se não fosse as crianças, com certeza eu viveria uns 6 meses lá.
Fizemos programas lindos, conheci lugares maravilhosos e descobri que a América Latina precisa ser reconhecida, de forma global, mas com uma outra cara. Dá pra trabalhar muita coisa nesses países. Mas esse é um outro papo, pois é complexo demais para agora. Estou escrevendo um projeto extenso, depois vou falar sobre ele.
A volta me deu um vazio... Fiquei dias para me acostumar sem aquilo tudo...
Agora tudo voltou ao normal.
"A distância é como os ventos: apaga as velas e acende as grandes fogueiras."
(Machado de Assis)
Às vezes boas, às vezes ruins...
quarta-feira, 28 de abril de 2010
O prazer de degustar
Tá muito bem...
- Nossa Bel, ce vai fazer 40? Não parece. Ce tá ótima, tá muito bem...
Eu respondi:
- Oh, muito obrigada... Você acha mesmo???
Ele:
- Claro, eu te daria 34!
Não há só crises ruins aos 40, há crises boas, bons elogios, boas piadas, principalmente se tratando de um garoto de 21... ;)
terça-feira, 27 de abril de 2010
O velho no novo...
Hynde formou 'The Pretenders' em 1978 e hoje ouço meu filho, que nasceu 1994, tocar uma música nova dela pra eu ouvir...
É muito legal saber que as minhas festas em casa valeram pra alguma coisa...

Quem sou eu?
Talvez seja um momento decisivo, apenas isso... Quem nunca não quis falar tudo que pensava? Quando assisti 'Cazuza' eu sai do cinema pensando: - Porque eu não posso fazer escândalos? Porque eu não posso subir na mesa do bar? Porque eu não sou Cazuza??
Não que eu queira fazer escândalos, mas eu preciso falar... Eu preciso me queixar... Eu preciso verbalizar... Porque não? Esta é hoje, e durante esses 165 dias, minha principal pergunta: - Porque não?? Parece que eu voltei aos meus 6 anos, igual minha filha Sofia, que tem 4, e questiono comigo mesma: - Porque não?
Outro dia eu questionei com Marcelo Rubens Paiva, uma história que eu tive com ele, há anos atrás, e não havia contado pra ninguém, nem a ele. E foi exatamente, no final dela, o que eu me perguntei, inúmeras vezes:- Porque não falar? Porque não contar? Não tenho nada a perder e nada a ganhar.
Eu sou eu e pronto.