terça-feira, 27 de abril de 2010

O velho no novo...

Meu filho de 16 anos a cada dia me surpreende com uma música nova e bacana... Eu vejo o quanto minhas músicas na orelhinha dele todos esses anos o tornaram uma pessoa com um certo bom gosto musical... Acabei de ouvir uma música da Chrissie Hynde e adorei!

Hynde formou 'The Pretenders' em 1978 e hoje ouço meu filho, que nasceu 1994, tocar uma música nova dela pra eu ouvir...

É muito legal saber que as minhas festas em casa valeram pra alguma coisa...


Quem sou eu?

Eu to numa fase assim... Tudo o que eu quero eu falo... pode ser quem for, eu to falando sem medo... Eu nunca estive assim... Parece que amanhã vai ser meu último dia... Mas meus dias nem começaram? Como posso achar que já estou no último?

Talvez seja um momento decisivo, apenas isso... Quem nunca não quis falar tudo que pensava? Quando assisti 'Cazuza' eu sai do cinema pensando: - Porque eu não posso fazer escândalos? Porque eu não posso subir na mesa do bar? Porque eu não sou Cazuza??

Não que eu queira fazer escândalos, mas eu preciso falar... Eu preciso me queixar... Eu preciso verbalizar... Porque não? Esta é hoje, e durante esses 165 dias, minha principal pergunta: - Porque não?? Parece que eu voltei aos meus 6 anos, igual minha filha Sofia, que tem 4, e questiono comigo mesma: - Porque não?

Outro dia eu questionei com Marcelo Rubens Paiva, uma história que eu tive com ele, há anos atrás, e não havia contado pra ninguém, nem a ele. E foi exatamente, no final dela, o que eu me perguntei, inúmeras vezes:- Porque não falar? Porque não contar? Não tenho nada a perder e nada a ganhar.

Eu sou eu e pronto.

Estado civil: solteira

Cheguei aos 39 solteira... Certamente até outubro eu estarei solteira... Meu último casamento - união estável - sem passar nada no papel e tal, o fim foi lastimável...
Eu tô vacinada com (ou seria contra?)casamentos.

Casamentos são muito difíceis... Uma pessoa verdadeiramente legal muito mais. Eu passei 5 anos casada e, no final, eu não sabia mais quem ele era.

Depois de quase 2 anos, comecei a tentar novos encontros... Num deles, com uma pessoa que achei interessante e resolvi conhecê-la melhor, no final eu disse:

- Olha não quero nada sério... Eu não quero me casar, eu não quero namoro sério... Eu quero me divertir, fazer ótimos programas, viajar... Eu não quero você dentro da minha casa... Conhecer meus filhos está fora do esquema também...

Só agora, com quase 40, pela primeira vez , eu falei isso para alguém...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O primeiro dia

Eu tinha pensado em 168 postagens para 168 dias, mas uma postagem por dia será necessária pra eu dizer tudo que sinto? Será?

O primeiro dia dá aquela coceira nas pontas dos dedos, no cérebro, nos pensamentos e você perde um pouco o controle. Você quer escrever sem parar, contar detalhes, contar tudo... Por tudo que passei? Deixa eu ver... Quantas pessoas passaram pela minha vida? Quantas se foram? Quantas ficaram? Quantas valeram a pena?

Muita coisa valeu a pena... Para me tornar o que sou precisei passar por muitos altos e baixos. Fatos, casos e pessoas. Pessoas, as mais diferentes... Mas o que mais valeu a pena foram as crianças: João, de 16 e Sofia, de 04 anos. Os pais são duas ocasiões diferentes da minha vida e valeram a pena pois me deram, cada um, uma figura única. Cada filho com suas diferenças, perfis diferentes, mas os dois, exóticos.

Para contar tudo não vai dar, mas farei o possível para escrever o melhor e o pior de mim. Para que aos 60 eu possa ver o relato dessa passagem antagônica, bilateral: terrível, hormonal e quase, quase maravilhosa.

Nascimento...


Achei que seria de bom tom começar o blog pelo nascimento, pelo meu nascimento. Assim, o blog também nascia. Eu nasci em Jundiaí, interior de São Paulo, no dia 10 de outubro de 1970. Minha mãe ficou doente quando nasci, eu fiquei 1 mês com uma tia minha, Bete, cuidando de mim. Meus dois irmãos e meu pai felizes: - Chegou uma menina!
Rapidamente, minha mãe ficou boa e voltou para casa.

Fui criada no meio de pincéis, tintas, verniz, telas, caixas de madeira, goma laca, betume, minha mãe redecorava a sala de jantar de casa todos os dias e transformava numa escola de pintura. O tempo foi passando, eu fui crescendo e a arte tomou conta da minha vida. A arte de promover a arte, não de fazer arte. Mas agora aos 39, tudo mudou, resolvi fazer tudo o que tinha vontade, resolvi me permitir fazer tudo o que eu ainda não tinha feito.
Esse blog nasceu dessa vontade. De terremotos de alguém que chega no meio da vida, olha pra ela e quer mais, muito mais!