terça-feira, 25 de maio de 2010

Crise?! | Por Fátima Ribeiro

Sem querer parecer pretensiosa, mas não me furtando em dizer a verdade, nunca tive crise, nem dos trinta, nem dos quarenta. Sempre fiz questão de dizer quantos anos tenho, é comum até que eu diga minha idade já contando com o aniversário que ainda é em outubro, por sinal, no mesmo dia 10, que minha amiga autora deste blog. Farei 44 bem vividos este ano. Não que eu seja uma pessoa sem crise, isso definitivamente não existe!!! Crises são passageiras e nos impulsionam sempre. Mas procuro fazer de qualquer uma, por mais fútil ou dolorosa que seja, um modo de amadurecer e quem sabe, no final, tirar algum proveito. Cheguei a me perguntar, há um ano atrás se tinha feito tudo o que havia me proposto há 20 anos! E a resposta, é claro que não! E quando estava pensando em entrar em crise por isso decidi fazer o que ainda dá... E acho que estou me saindo bem. Não sem correr riscos, mas não soube, pelo menos até agora, viver de outra maneira.

Então, crises? Que venham! Vamos saboreá-las, vamos nos arriscar e crescer sempre!!!

Fátima Ribeiro mora no Rio, é carioca da gema, tem 43 anos e é fotógrafa.


Sem crise

Da esquerda para direita: Enison, Dani, Adriana e Alice

A foto tá atualizadíssima, foi tirada sábado passado. A única que ainda tá com 39 igual a mim é Alice. O resto já entrou nos 40...

Com esses quatro eu tive muitas histórias. Mesmo eu não estando nesse show, mesmo com todos separados, há anos morando cada um num lugar diferente, tem pessoas que são como irmãos, irmãs, que você pode chegar a qualquer hora, ligar a qualquer hora, pedir qualquer coisa a qualquer hora. É essa minha história com esses 4.

Eu conheci Alice com uns 16 anos... Eu já conhecia Dani há mais tempo. Apresentei Alice para Dani. Nós conhecemos Adriana. Eu fui morar em São Paulo. Levei Alice comigo. Ficamos 5 anos morando juntas.

Dani que dançou com Enison e eu estava junto. Nunca mais se desgrudaram. Eu fui madrinha de casamento de Dani e Enison.

Michele era amigo de Édinho e Ciloca. Ciloca e Édinho nos apresentaram Michele. Michele se apaixonou por Alice. Não saia mais lá de casa. Insistiu. Alice casou com Michele. Foram embora para Florianópolis. Estão lá até hoje e deve permancer lá porque a vida foi boa para eles no sul.

Adriana não se casou. Mas continua firme na sua jornada. Não é mesmo, Dri?

Com essas quatro pessoas fiz de tudo na minha vida, nos meus 20 anos... Ahhh eu não tenho autorização para contar, gente! Eu tenho apenas a minha autorização para dizer o que faz com que as pessoas permaneçam juntas, amigas, depois de tanto tempo:

- Amor. Amor é amor, nunca tem crise. Sem crises.

p.s.: todos os quatro irão postar seus depoimentos aqui no blog. Suas crises dos 40. Estou esperando.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sexual Healing | Cura sexual

Quem aos seus 40 nunca dançou essa música?
Eu dancei muiitoooo! E hoje dancei de novo. Estou dançando!
Te convido para dançar em plena segunda-feira.
Tem melhor pra curar qualquer crise?

domingo, 23 de maio de 2010

Outros convites

Ontem fiz outros convites a alguns amigos de 40. To tendo que perguntar a idade de todo mundo... hehehe Que coisa mais sem graça, mas é para um ótimo motivo: mostrar que todo mundo tem crise, cada um a sua, da sua maneira. Não é exclusividade de ninguém.

Antes de ontem eu tava com a Ana tomando uma cerveja e ela me disse: - oh menina, você sempre ilimitada e mesmo assim nunca tá feliz!
Ela tem mais de 50 e sempre gosta de me julgar, tipo mãe...

Mas eu me pergunto: - Quem é completamente feliz? Isso não existe. Temos momentos de felicidade, brechas, a felicidade vai e volta. Sempre.

Em falar em felicidade eu amei o insight do Fabian, vocês viram? Que crise mais divertida!

Algumas amigas de 50 estão putas por não poderem escrever, mas aí perde o sentido, me perdoem!

Segue os nomes de ontem que deram certo, que estão dentro dos 40, 40 e poucos:
- Fábio Cury
- Sérgio Cerviño Rivero
- Sandra Fosque
- Joselândia Mattos vulgo Cocota
- Fátima Ribeiro
- Sandro Corradin (acabei de fazer o convite!)

Aguardo os relatos.

Ahh vários me perguntaram a mesma coisa: - tem tamanho o texto?
Sem regras. Já chega a crise. O texto é do tamanho da sua crise.

Outras crises - 1º insight

Olha a primeira crise saindo. Eu conheço o Fabian apenas via web, ele é amigo de um amigo. Perguntei para ele qual era a sua idade: 42. Pensei: - ótimo!

Fabian Esteban Sanches Parra mora em Bogotá na Colômbia. E ele diz o seguinte:

Para empezar: 42 años recién cumplidos. Muchos años.

Las primeras crisis, las del cuerpo: una barriga rebelde a los ejercicios, el pecho se pone flacido, aparecen pelos largos en las orejas, se enroscan las cejas, se secan los labios, salen pelos canos en la barba y en el cabello, crecen las orejas y la nariz y la piel deja su tersura. Empezamos a gastar plata en cosméticos y gimnasios que antes no imaginabamos. Inicia nuestra transformación en sapos.

Después te describiré las crisis con el amor, con el trabajo y con el futuro. Pero seguiré bailando bajo la lluvia, hasta el último día de mi vida.

sábado, 22 de maio de 2010

Pedaço de mim


Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar

Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi

Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus

Chico Buarque

Quieta

Hoje fiquei quieta.
Em casa.
A empregada não veio.
Aproveitei a situação.
Fiz pouco.
Falei pouco.
Pensei pouco.
Deitei, li.
Reli.
Apaguei.
Cheguei quase no nada.
Voltei quase calada.
Tomei uma taça de vinho.
Não atendi aos telefonemas.
Quase muda.
Quieta.